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Quem era Cida Siqueira, dona de casa que morreu após levar soco tentando separar briga de casal

Mulher morre após levar soco tentando separar briga de casal em Boa Esperança do Sul Uma mulher forte, amorosa e sempre disposta a ajudar quem precisasse. Ass...

Quem era Cida Siqueira, dona de casa que morreu após levar soco tentando separar briga de casal
Quem era Cida Siqueira, dona de casa que morreu após levar soco tentando separar briga de casal (Foto: Reprodução)

Mulher morre após levar soco tentando separar briga de casal em Boa Esperança do Sul Uma mulher forte, amorosa e sempre disposta a ajudar quem precisasse. Assim era definida Maria Aparecida Siqueira Ferraz, conhecida como Cida, que morreu no sábado (31) seis dias após levar um soco e bater a cabeça tentando separar uma briga de casal em Boa Esperança do Sul (SP). (Veja mais abaixo quem era Cida). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O corpo dela foi enterrado sob forte comoção na manhã deste domingo (1º), no Cemitério Municipal. Um protesto foi realizado em frente à casa da vítima. O suspeito do crime, Luiz Fernando Corrêa da Costa, de 30 anos, continua foragido. Ele deve responder por feminicídio. LEIA TAMBÉM: Mulher de 56 anos morre após levar soco tentando separar briga de casal no interior de SP Quem era Cida Siqueira Maria Aparecida Siqueira Ferraz, conhecida como Cida, morreu seis dias após agressão ao tentar separar briga de casal em Boa Esperança do Sul, SP Reprodução/Facebook Cida era dona de casa e vivia no Jardim Maria Tannuri. O marido dela faleceu em janeiro de 2024, vítima de um infarto. Ela tinha uma filha. Segundo a dona de casa e amiga Danielli Ferreira Silva, Cida era uma companheirona para todas as horas. Elas foram vizinhas por cerca de 3 anos. "Ela tinha um carinho muito grande pela minha filha que cresceu ali. A gente sempre estava junto, sentada na calçada. Sempre me ajudou com o que eu precisei. Então, assim, além de amiga, tinha ela como se fosse minha mãe, me dava conselhos, ensinava minha filha a chamar ela de vó", disse. Ainda de acordo com Danielli, Cida era uma mulher muito forte. "Mesmo com todos os problemas dela, sempre estava disposta a ajudar quem quer que fosse. Ela era muito amorosa, principalmente com crianças", lembrou. Mais notícias da região: COLISÃO: Grave acidente mata jovem de 20 anos em avenida de Porto Ferreira INVESTIGAÇÃO: Após suspeita de falso médico fazendo ultrassons, prefeitura registra B.O e suspende contrato MAUS-TRATOS: Cachorro comunitário de clube é assassinado a tiro Protesto contra o feminicídio Mulheres protestas após feminicídio de Cida Siqueira em Boa Esperança do Sul, SP Camila Silva e Dani Priscila/Instagram Um protesto organizado nas redes sociais foi realizado nas ruas de Boa Esperança do Sul e termino na casa de Cida. Mulheres com cartazes e roupas sujas representando sangue pediram por justiça. "Cada mancha de sangue que vemos é uma vida interrompida. Cada nome que lembramos é uma história que não teve final feliz. Marchamos por elas. Marchamos para que nenhuma outra seja a próxima", escreveram as organizadores nas redes sociais. Violência e revolta Danielli afirmou que Cida alugava a casa vizinha para o casal e sempre presenciou brigas entre eles. "Ele sempre batia nela [esposa] e ela [Cida], em algumas brigas, ia pegar o bebê de 6 meses que estava sempre no meio dessas brigas", disse. Ela afirma que ainda não se conforma com a perda da amiga de forma tão violenta. "Estou muito triste e destruída. Minha ficha não caiu ainda. Perder uma pessoa pra doença ou até morte natural é horrível, mas imagina perder alguém que a vida foi interrompida? Ela foi assassinada", lamentou. Maria Aparecida Siqueira Ferraz morreu após levar soco tentando separar briga de casal em Boa Esperança do Sul, SP Reprodução/Facebook Ela espera que o autor seja preso e pague pelo que fez. "Estou revoltada, assim com toda a população na cidade. Anda mais por que todos esses dias que ela estava internada ele estava andando pra rua bebendo por aí e falando que não tinha dado nada pra ele, debochando da situação", afirmou. Agressão ao tentar separar briga Segundo a Polícia Civil, a confusão começou em uma casa na Rua Victório Govoni. O agressor, identificado como Luiz Fernando Corrêa da Costa, de 30 anos, discutia com a companheira de 31 anos, que tentava impedir que ele saísse de casa embriagado. Durante o desentendimento, a mulher foi agredida com socos, ameaçada de morte e xingada enquanto segurava o filho no colo. A criança caiu, foi levada ao médico e, conforme registro policial, não apresentou lesões aparentes. Ao ouvir a confusão, a vizinha Maria Aparecida tentou intervir, mas foi atingida com um soco na cabeça, caiu e bateu a cabeça. Ela foi socorrida pelo Samu e levada inicialmente à Santa Casa de Boa Esperança do Sul, sendo transferida depois para Araraquara, onde não resistiu. Após o ataque, Luiz Fernando fugiu antes da chegada da Polícia Militar e segue foragido. Ele já tinha passagens policiais e era investigado por tráfico de drogas. A companheira solicitou medida protetiva de urgência. O caso, inicialmente registrado como violência doméstica, ameaça, injúria e lesão corporal, agora será tratado como feminicídio. A Polícia Civil pediu a prisão do suspeito. VÍDEOS DA EPTV: P Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara